Ontologia

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Por Denilson Alexandre Coêlho

O pensamento ontológico se baseia em um ideal de comportamento construído pela racionalidade e pela linguagem que o ser humano desenvolve consigo mesmo.

Como???????????

Em outras palavras, a ontologia é a reflexão a respeito do sentido do ser. É a indagação do ser sobre si mesmo.

A existência do ser depende de sua compreensão como ser.

Esses questionamentos parecem um tanto quanto confusos e difíceis de serem compreendidos. Mas, na realidade, a ontologia serve, principalmente, para auxiliar o ser humano a se compreender.

No ENEM de 2016, a questão número 23, da prova azul, do caderno 1, apresenta dois fragmentos escritos por grandes pensadores do mundo antigo, Parmênides e Heráclito. Ambos os fragmentos estão tratando sobre a questão do ser humano enquanto sujeito pensante. É o próprio questionamento da humanidade frente às suas contradições como seres viventes em um mundo de contradições e sucessivas oposições. Ou seja, a letra “C” da questão 23 é a correta.

Veja abaixo, a questão na íntegra.

QUESTÃO 23 Prova Azul, Caderno 1, ano 2016

TEXTO I

Fragmento B91: Não se pode banhar duas vezes no mesmo rio, nem substância mortal alcançar duas vezes a mesma condição; mas pela intensidade e rapidez da mudança, dispersa e de novo reúne.

HERÁCLITO. Fragmentos (Sobre a natureza). São Paulo: Abril Cultural, 1996 (adaptado).

TEXTO II

Fragmento B8: São muitos os sinais de que o ser é ingênito e indestrutível, pois é compacto, inabalável e sem fim; não foi nem será, pois é agora um tido homogêneo, uno, contínuo. Como poderia o que é perecer? Como poderia gerar-se?

PARMÊNIDES. Da natureza. São Paulo: Loyola, 2002 (adaptado).

Os fragmentos do pensamento pré-socrático expõem uma oposição que se insere no campo das

A investigações do pensamento sistemático.

B preocupações do período mitológico.

C discussões de base ontológica.

D habilidades da retórica sofística.

E verdades do mundo sensível.

Fica a dica!!!

Quer saber mais? Leia:

BOURDIEU, P. A ontologia política de Martin Heidegger. Campinas: Papirus, 1989.

DERRIDA, J. Adeus a Emmanuel Lévinas. São Paulo: Perspectiva, 1997.

___________. Força de Lei. São Paulo: Martins Fontes, 2007.

LÉVINAS, E. Entre nós. Petrópolis: Vozes, 1997.

HADDOCK-LOBO, R. Da existência ao infinito: ensaios sobre Emmanuel Lévinas. Rio de Janeiro: PUC-Rio, 2006.

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