Série: África: “o berço da humanidade” – Parte 6/7 – Amadurecimento sobre a cultura africana

                   
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Imagem relacionadaPor Denilson Alexandre Coêlho

Nos ensinos fundamental e médio, a cultura negra no Brasil está resumida a escravidão. O negro surgiu no século XV com o “descobrimento”. Foi escravizado até o século XIX, e após a abolição, simplesmente desapareceu da história. Este é o retrospecto ensinado nas escolas brasileiras sobre a História do negro vindo da África.

Nos primeiros anos de vida estudantil aprende-se, na matéria de História, que a Europa é o berço da civilização. Todo o conhecimento que o mundo ocidental possui é por influência da civilização grega. Os pais da filosofia, da matemática, e de todo o ideal de democracia e de conhecimento científico são os europeus. Esta visão distorcida esconde quem realmente são os pais da filosofia e da civilização: o mundo africano.

O negro e a cultura africana não são tratados com o devido valor, nem mesmo à luz dos novos estudos não vinculados ao pensamento eurocêntrico, pois ainda é preciso incentivo e coordenação para compor, com eficiência, um estudo nacional que ponha em prática o que a legislação impõe a sociedade. Além disso, somente há poucos anos e em poucos lugares, os professores passaram a ter formação para o ensino sobre estes assuntos. Portanto, a estrutura escolar ainda não está preparada para transmissão dos conhecimentos relativos ao africanismo.

Fica a dica!!!

Quer saber mais? Leia:

DEL PRIORE, Mary & VENANCIO, Renato Pinto. Ancestrais – uma introdução à história da África Atlântica. Rio de Janeiro: Elsevier. 2004.

LUZ, Marco Aurélio. Agadá – dinâmica da civilização africano-brasileira. Salvador: Ed.UFBa. 2003.

NASCIMENTO, Elisa Larkin. Sankofa – Matrizes africanas da cultura brasileira. São Paulo: Selo Negro. 2008. Vol. 1, 2, 3 e 4.

DA COSTA E SILVA, Alberto. A enxada e a lança – a África antes dos portugueses. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 2006.

FLAUZINA, Ana Luiza Pinheiro. Corpo negro caído no chão: o sistema penal e o projeto genocida do Estado Brasileiro. Rio de Janeiro: Contraponto. 2008.

GOMES, Nilma Lino. Sem perder a raiz – corpo e cabelo como símbolos da identidade negra. Belo Horizonte: Autêntica. 2006.

LANDES, Ruth. A cidade das mulheres. Rio de Janeiro: Ed. UFRJ. 2002.

LOPES, Nei. Enciclopédia brasileira da diáspora africana. São Paulo: Selo Negro. 2004.

______. & CAMPOS, Carmen Lúcia. História e cultura africana e afro-brasileira. São Paulo: Ed. Barsa. 2009.

RAMOS, Artur. As culturas negras no novo mundo. São Paulo: Ed. Nacional. 1979.

SARAIVA, José Flávio Sombra. Formação da África contemporânea. São Paulo: Atual. 1987.

SOLAZZI, José Luís. A ordem do castigo no Brasil. São Paulo: Imaginário: Ed. UFAM. 2007.

BARROS, José D’Assunção. A construção social da cor. Petrópolis: Vozes. 2009.

BASTIDE, Roger. As religiões africanas no Brasil. São Paulo: EdUSP. 1971.

BERNARDO, Teresinha. Negras, mulheres e mães: lembranças de Olga de Alaketu. São Paulo: Educ. Rio de Janeiro. Pallas. 2003.

CAROSO, Carlos & BACELAR, Jeferson (orgs). Faces da tradição afro-brasileira. Rio de janeiro. Pallas. Salvador: CEAO. 1999.

DECRAENE, Philippe. O Pan-africanismo. São Paulo: Difusão Europeia do Livro. 1962.

DU BOIS, W.E.B. As almas da gente negra. Rio de Janeiro: Lacerda Ed. 1999.

FANON, Franz. Os condenados da terra. Juiz de Fora: Ed UFJF. 2005.

GOMES, Nilma Lino & GONÇALVES E SILVA, Petronilha Beatriz (orgs.). Experiências étnico-culturais para a formação de professores. Belo Horizonte: Autêntica. 2006.

JOAQUIM, Maria Salete. O papel da liderança religiosa feminina na construção da identidade negra. Rio de Janeiro. Pallas. São Paulo: Educ. 2001.

MOURA, Carlos Eugenio Marcondes (org.). As Senhoras do Pássaro da Noite: escritos sobre a religião dos Orixás V. São Paulo: EdUSP/Axis Mundi. 1994.

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