Série: África: “o berço da humanidade” – Parte 3/7 – Importância da África no início da história da humanidade

                   
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Resultado de imagem para africa negro wallpaperPor Denilson Alexandre Coêlho

O negro é o homem mais antigo do mundo. Marco Aurélio Luz, em seu livro Agadá, explica que o homem, como nós somos, surgiu a cerca de 150.000 anos atrás. Possuía características negróides e que os primeiros humanos a surgirem na Europa chegaram por volta de 40.000 anos oriundos justamente da África. Além disso, homem, propriamente “branco”, somente surgiu após 20.000 anos de influências climáticas na região onde hoje se encontra a Europa. O homem com características orientais surgiu da miscigenação do negro com o branco em, aproximadamente, 15.000 anos.

A influência negra na pré-história e na antiguidade está muito além daquilo que imaginamos. Não se pode ignorar que o Egito, por exemplo, com sua civilização, seus grandes inventos e seus pensadores são marcas de um legado deixado pelos negros. O Egito era negro, a população predominante era a negra. As grandes obras de pensadores gregos como Hesíodo, Tales, Anaxímenes, Heráclito, Arquimedes, Pitágoras, Demócrito, Hipócrates, Platão, Aristóteles são obras reproduzidas, inspiradas ou até mesmo plagiadas de pensadores egípcios. Isto pode parecer absurdo, mas o mais absurdo é a humanidade, ainda hoje, não perceber que os gregos apenas transmitiram para o mundo aquilo que aprenderam com os egípcios.

A cultura egípcia é notada também entre os semitas quando se observa o calendário astronômico utilizado por estes povos. Os semitas surgiram, como povo, por volta de 2400 a. C., enquanto os egípcios já utilizavam este calendário a mais de 2000 anos antes de os semitas existirem. É notável a influência negra, também na Ásia, pois, durante muito tempo, o Egito foi a grande civilização da humanidade, ditando regras e exportando sua cultura.

Tanto os semitas, quanto gregos e romanos, asiáticos, europeus e americanos são povos filhos da África. O início da civilização humana deve, obrigatoriamente, passar pela África e por seu inestimável legado de cultura e civilização.

Fica a dica!!!

Quer saber mais? Leia:

DEL PRIORE, Mary & VENANCIO, Renato Pinto. Ancestrais – uma introdução à história da África Atlântica. Rio de Janeiro: Elsevier. 2004.

LUZ, Marco Aurélio. Agadá – dinâmica da civilização africano-brasileira. Salvador: Ed.UFBa. 2003.

NASCIMENTO, Elisa Larkin. Sankofa – Matrizes africanas da cultura brasileira. São Paulo: Selo Negro. 2008. Vol. 1, 2, 3 e 4.

DA COSTA E SILVA, Alberto. A enxada e a lança – a África antes dos portugueses. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 2006.

FLAUZINA, Ana Luiza Pinheiro. Corpo negro caído no chão: o sistema penal e o projeto genocida do Estado Brasileiro. Rio de Janeiro: Contraponto. 2008.

GOMES, Nilma Lino. Sem perder a raiz – corpo e cabelo como símbolos da identidade negra. Belo Horizonte: Autêntica. 2006.

LANDES, Ruth. A cidade das mulheres. Rio de Janeiro: Ed. UFRJ. 2002.

LOPES, Nei. Enciclopédia brasileira da diáspora africana. São Paulo: Selo Negro. 2004.

______. & CAMPOS, Carmen Lúcia. História e cultura africana e afro-brasileira. São Paulo: Ed. Barsa. 2009.

RAMOS, Artur. As culturas negras no novo mundo. São Paulo: Ed. Nacional. 1979.

SARAIVA, José Flávio Sombra. Formação da África contemporânea. São Paulo: Atual. 1987.

SOLAZZI, José Luís. A ordem do castigo no Brasil. São Paulo: Imaginário: Ed. UFAM. 2007.

BARROS, José D’Assunção. A construção social da cor. Petrópolis: Vozes. 2009.

BASTIDE, Roger. As religiões africanas no Brasil. São Paulo: EdUSP. 1971.

BERNARDO, Teresinha. Negras, mulheres e mães: lembranças de Olga de Alaketu. São Paulo: Educ. Rio de Janeiro. Pallas. 2003.

CAROSO, Carlos & BACELAR, Jeferson (orgs). Faces da tradição afro-brasileira. Rio de janeiro. Pallas. Salvador: CEAO. 1999.

DECRAENE, Philippe. O Pan-africanismo. São Paulo: Difusão Europeia do Livro. 1962.

DU BOIS, W.E.B. As almas da gente negra. Rio de Janeiro: Lacerda Ed. 1999.

FANON, Franz. Os condenados da terra. Juiz de Fora: Ed UFJF. 2005.

GOMES, Nilma Lino & GONÇALVES E SILVA, Petronilha Beatriz (orgs.). Experiências étnico-culturais para a formação de professores. Belo Horizonte: Autêntica. 2006.

JOAQUIM, Maria Salete. O papel da liderança religiosa feminina na construção da identidade negra. Rio de Janeiro. Pallas. São Paulo: Educ. 2001.

MOURA, Carlos Eugenio Marcondes (org.). As Senhoras do Pássaro da Noite: escritos sobre a religião dos Orixás V. São Paulo: EdUSP/Axis Mundi. 1994.

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