A visão marxista da escravidão

                   
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Resultado de imagem para visao marxista da escravidaoPor Denilson Alexandre Coêlho

Segundo a teoria marxista de Jacob Gorender (grande historiador brasileiro), na sociedade colonial escravista, o meio de dominação fundamental não é o consenso, como as demais teorias historiográficas apresentam. Para Gorender, a principal forma de dominação no colonialismo é por meio da violência que se pratica sobre o escravizado ou sua constante e iminente ameaça. É isso que mantém a submissão dos escravos.

A pessoa escravizada, quando comprada, contra sua vontade, não estava, de maneira nenhuma, consentindo ou aceitando sua condição de cativo. Ninguém escolhe ser escravo. Os documentos cartográficos, para Gorender, não poderiam ser aceitos como forma de contrato entre escravizado e senhor, tendo em vista que tais documentos não são uma prova de um possível consenso entre as partes. Além disso, a quantidade de contratos era mínima perto da imensidão de negros cativos.

Quanto à família escrava, existia de forma limitada. Os estudos sobre esse assunto, segundo Gorender, são realizados de forma errônea, pois as pesquisas tratam a escravidão não como violência, mas como um contrato firmado entre duas partes.

Por fim, a teoria marxista faz duras críticas ao fato de historiadores estudarem o cotidiano sem a preocupação de ressaltar a História do ponto de vista da mudança. Somente há História por meio da vida cotidiana, quando se detecta as alterações no dia a dia do ser humano, fora isso, afasta-se da historiografia e parte-se para a reportagem, crônicas, ou antropologia.

Fica a dica!!!!

Quer saber mais? Leia:

FREYRE, Gilberto, Casa Grande e Senzala. São Paulo: RECORD, 2000.

GORENDER, Jacob. A Escravidão Reabilitada. InLPH. Revista de História, vol. 3, nº 1, 1972. UFOP.

LARA, Silvia Hunold. Escravidão no Brasil: um balanço historiográfico. In LHP. Revista de História, vol. 3, nº 1, 1972. UFOP.

MOTA, Carlos Guilherme (org). Viagem Incompleta: a experiência brasileira (1500-2000). 2ª Ed. São Paulo:Senac, 2000.

REIS, José Carlos. As identidades do Brasil: de Varhagen a FHC. 2ª Ed. Rio de Janeiro: FGV, 1999.

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