A Coluna Prestes

                   
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Por Denilson Alexandre Coêlho

A Coluna Prestes foi um movimento ligado ao movimento tenentista e ocorreu no ano de 1924. Seu efetivo máximo chegou a um total de 1200 pessoas.

Uma parte dos insurretos partiram do Rio Grande do Sul sob o Comando de Luiz Carlos Prestes e a outra parte partiu de São Paulo. Ambas as colunas se encontraram em Foz do Iguaçu, tornando-se uma única Coluna: a “Coluna Prestes”. Como havia uma grande quantidade de pessoas, ficou inviável permanecer em Foz, tendo em vista que as tropas do Governo já imprimiam uma forte pressão sobre os tenentes.

De Foz do Iguaçu, a Coluna se desviou para o Paraguai para fugir das tropas inimigas e retornou ao Brasil pelo Mato Grosso. Foi muito mal recebida pelos habitantes deste Estado e pelas tropas governistas, com isso, precisando se deslocar para o Estado de Goiás.

Somente combatiam quando era extremamente necessário, quando eram atacados ou quando precisavam apreender armas, munições, veículos ou até mesmo comida.

Percorreram os Estados da Bahia, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco. Essa foi a fase ascendente já no ano de 1926. A partir daqui, as dificuldades de manutenção da Coluna foram aumentando exponencialmente. Desde confrontos com as tropas favoráveis ao Governo até as simples necessidades básicas, como comer e beber. A caminhada do Estado de Pernambuco até Minas Gerais foi de muita perseguição, sendo necessário retornar à Bahia para decidir sobre o destino da Coluna e despistar-se das tropas inimigas.

As tropas governistas não eram apenas tropas regulares do Exército. Em sua maioria, eram grupamentos comandados pelas elites locais. Os famosos “Coronéis”.

A Coluna evitava os trajetos mais difíceis, seja político ou geográfico. Além disso, procuravam por lugares habitados, com o objetivo de conseguirem alimentos de forma mais fácil e em locais que não sofressem maiores resistências.

Em 1927 os comandantes da Coluna decidiram pela emigração. Mesmo passando por grande parte dos Estados do Brasil, não obteve êxito em arregimentar as elites para fazerem parte da causa revolucionária. No final, a Coluna possuía apenas 800 pessoas. E se retiraram do país passando por Pernambuco, Piauí, Goiás e Mato Grosso. Alguns emigraram na Bolívia e outros no Paraguai.

A Coluna Prestes terminou suas ações de maneira invicta. Mas sem conquistar seu objetivo principal de derrubar o Governo Federal. Uma derrota sem serem derrotados e uma vitória sem serem vitoriosos, esse é o balanço feito pela Coluna Prestes.

Quer saber mais? Leia:

CARVALHO, J. M. Os bestializados. São Paulo. Companhia das letras, 1987.

______________. Cidadania no Brasil. Rio de Janeiro. Civilização Brasileira, 2005.

______________. A formação das Almas. São Paulo. Companhia das Letras: São Paulo, 1990.

PINHEIRO, P. S. Historia Geral da Civilização Brasileira, Tomo III, Vol. 9. São Paulo, Bertrand Brasil. 2006.

RÉMOND, RÉNE. Por uma história política. São Paulo: Editora FGV, 2009.

RIOUX, JP; Sirinelli JF. Para uma história cultural. Lisboa: Editorial Estampa, 1998.

SEVCENKO, N. História da vida privada no Brasil V. III. República: da Belle Époque à Era do Rádio. São Paulo: Companhia das Letras, 2010.

CARVALHO, Maria Alice Rezende de (org.). República no Catete. Rio de Janeiro: Museu da República, 2001.

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