O Levante de São Paulo, 1924

                   
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Por Denilson Alexandre Coêlho

O tenentismo também teve sua participação em São Paulo. De 5 a 28 de julho de 1924, os tenentes organizaram uma rebelião na cidade de São Paulo e tomaram a prefeitura e o Governo do Estado. Entretanto, o levante foi tão mal organizado, que eles não sabiam que tinham conquistado o poder local. Foram fortemente reprimidos pelas forças do Governo Federal e se retiraram sem que tivessem conquistado seu objetivo principal: Derrubar o Governo do País.

O objetivo do levante era iniciar uma série de revoltas em cadeia, iniciando-se com São Paulo, e chegando ao objetivo principal: tomar o poder central. No entanto, por falta de organização, não conseguiram administrar a cidade e foram expulsos pelas classes mais conservadoras.

Apesar de os tenentes esperarem pelo apoio das elites estaduais, foram as camadas mais populares que os apoiaram. Os revoltosos buscavam uma luta em nome do povo, mas não com a participação do povo. Por isso queriam o suporte dos mais abastados.

Os revoltosos se retiraram para o sul do país e formaram a coluna paulista. Em um primeiro momento, fugiram para Bauru (interior de São Paulo), e seguiram caminho para se encontrarem com a Coluna Prestes, em Foz do Iguaçu. Fortalecendo a lendária Coluna Prestes.

Fica a dica!!!!

 

 

Quer saber mais? Leia:

CARVALHO, J. M. Os bestializados. São Paulo. Companhia das letras, 1987.

______________. Cidadania no Brasil. Rio de Janeiro. Civilização Brasileira, 2005.

______________. A formação das Almas. São Paulo. Companhia das Letras: São Paulo, 1990.

PINHEIRO, P. S. Historia Geral da Civilização Brasileira, Tomo III, Vol. 9. São Paulo, Bertrand Brasil. 2006.

RÉMOND, RÉNE. Por uma história política. São Paulo: Editora FGV, 2009.

RIOUX, JP; Sirinelli JF. Para uma história cultural. Lisboa: Editorial Estampa, 1998.

SEVCENKO, N. História da vida privada no Brasil V. III. República: da Belle Époque à Era do Rádio. São Paulo: Companhia das Letras, 2010.

CARVALHO, Maria Alice Rezende de (org.). República no Catete. Rio de Janeiro: Museu da República, 2001.

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